Depois de meses, estou de volta. Culpo o relaxamento total. Depois que soltei os chequinhos do buffet confesso que larguei mão um pouco. E agora sinto que estou horrível e perdidamente ferrada de coisas para fazer.
O vestido, por exemplo. Ganhei da minha tia a “feitura”. O pano é por nossa conta. O que já é um grande e generoso presente que me deixou muito emocionada.
Veio então a hora de pensar na cara do vestido, uma coisa que não passava pela minha cabeça provavelmente há 20 anos, quando uma prima resolveu desenhar um modelito para cada uma de nós, as primas caçulas. Como ainda estávamos em meados dos anos 80, pode apostar no poder “merengue” do vestido.
Enrolei pelo menos nos quatro últimos fins de semana para não ver as lojas com a minha mãe, um medinho secreto, pero no mucho. Não há reality check maior do que provar um vestido de noiva,
béim. Tipo: é mesmo! vou casar!
Fomos à caça de inspiração no último sábado, finalmente, lá na Rebouças. Tudo o que eu sabia – e sei – é que less is more. Não quero nada muito exagerado. Porque o exagero eu reservo para a flor que vou botar na cabeça. A única coisa certa que eu tenho até agora.
Dei pro cara uma idéia que apareceu na minha cabeça na noite anterior, numa névoa de torpor. Parecia ótima na hora. Nada de tomara-que-caia (todo mundo casa assim agora). Mas um
degotinho meio geométrico. Uma gota nas costas. Daí ele jogou uns canutilhos. E voilà! Um desenho a la Clodovil, com uma florzinha na cabeça e tudo mais.
Apesar de não haver ali nada parecido com o que eu queria, provei outros modelitos, especialmente para sentir a textura dos tecidos: zibeline, cetim francês...
Prazer, Gabriela!. Citaram mil variedades de branco, o que me fez desconfiar das semelhanças entre um esquimó e um estilista de noivas.
A experiência em si foi muitíssimo estranha. Imaginei que eu e minha mãe choraríamos sem parar, mas, honestamente, senti que alguém tinha cortado a minha cabeça e colado em outro corpo. E minha mãe agiu normalmente... Hum. E brigou porque queria véu (a sensação é de mosquiteiro, sorry).
Em seguida veio a pressão na compra (dizem que o preço está ótimo), mas eu odeio pressão. E já não sei mais se minha idéia enevoada era tão boa assim e.... o que eu vou fazer se simplesmente ODIAR o vestido na hora H?