þriðjudagur, desember 19, 2006

/pausa/

Mario sonha com um casamento assim.

capítulo vi - da peregrinação pelo vestido ideal

Depois de meses, estou de volta. Culpo o relaxamento total. Depois que soltei os chequinhos do buffet confesso que larguei mão um pouco. E agora sinto que estou horrível e perdidamente ferrada de coisas para fazer.

O vestido, por exemplo. Ganhei da minha tia a “feitura”. O pano é por nossa conta. O que já é um grande e generoso presente que me deixou muito emocionada.

Veio então a hora de pensar na cara do vestido, uma coisa que não passava pela minha cabeça provavelmente há 20 anos, quando uma prima resolveu desenhar um modelito para cada uma de nós, as primas caçulas. Como ainda estávamos em meados dos anos 80, pode apostar no poder “merengue” do vestido.

Enrolei pelo menos nos quatro últimos fins de semana para não ver as lojas com a minha mãe, um medinho secreto, pero no mucho. Não há reality check maior do que provar um vestido de noiva, béim. Tipo: é mesmo! vou casar!

Fomos à caça de inspiração no último sábado, finalmente, lá na Rebouças. Tudo o que eu sabia – e sei – é que less is more. Não quero nada muito exagerado. Porque o exagero eu reservo para a flor que vou botar na cabeça. A única coisa certa que eu tenho até agora.

Dei pro cara uma idéia que apareceu na minha cabeça na noite anterior, numa névoa de torpor. Parecia ótima na hora. Nada de tomara-que-caia (todo mundo casa assim agora). Mas um degotinho meio geométrico. Uma gota nas costas. Daí ele jogou uns canutilhos. E voilà! Um desenho a la Clodovil, com uma florzinha na cabeça e tudo mais.

Apesar de não haver ali nada parecido com o que eu queria, provei outros modelitos, especialmente para sentir a textura dos tecidos: zibeline, cetim francês... Prazer, Gabriela!. Citaram mil variedades de branco, o que me fez desconfiar das semelhanças entre um esquimó e um estilista de noivas.

A experiência em si foi muitíssimo estranha. Imaginei que eu e minha mãe choraríamos sem parar, mas, honestamente, senti que alguém tinha cortado a minha cabeça e colado em outro corpo. E minha mãe agiu normalmente... Hum. E brigou porque queria véu (a sensação é de mosquiteiro, sorry).

Em seguida veio a pressão na compra (dizem que o preço está ótimo), mas eu odeio pressão. E já não sei mais se minha idéia enevoada era tão boa assim e.... o que eu vou fazer se simplesmente ODIAR o vestido na hora H?

mánudagur, nóvember 06, 2006

/pausa/

Então, depois de anos e mais anos rodando na mão de canalhas, você se prepara para finalmente dar adeus a esta nada saudosa parte da solteirice. Já combinei com as abigas que uma foto mandatória no meu álbum de fotografias será eu mandando um belo dedo do meio em riste para todos aqueles calhordas que eu deixei para trás.

E enquanto isso, alguma garota teve a excelente idéia de fazer um database de imbecis, uma idéia americana?, para evitar que suas iguais se metam com quem é pura perda de tempo: www.naosaiacomele.com.

Estou pensando aqui em postar alguns desses idiotas do meu currículo. haha.

mánudagur, október 30, 2006

capítulo v - das crendices populares

Casamento fechado, finalmente! Para 6/4/2007, aqui, em plena Páscoa,. Sexta-feira da Paixão, para ser mais exata. Mas eu francamente nem lembrava do que parece ter acontecido na ocasião. Minha avó ficou horrorizada: “Ninguém casa no dia em que Jesus morreu!” e “As pessoas jejuam nessa época”.

Mas:
1) Somos – eu e Mario – um belo par de ateus e ex-cristãos desmemoriados.
2) Quem jejua na Páscoa? Se alguém deixar de comer, melhor para mim, certo? Haha Gasto menos. E depois, não planejo servir bolo de carne. Depois de alguma pressão ela mesmo confessou que não deixaria de comer nada na época. Ha! Truqueira!

Por outro lado, vou acabar com o feriado da galera. Um cara, de um dos buffets que visitei durante meu momento-orçamento, me disse que uma porção de gente dá cambau em casamento de feriado. Mas eu acredito no poder do RSVP. Eu tenho que acreditar.

Uma amiga, aliás, disse que dá azar casar no feriado. Haha. Azar pra viagem já desmarcada dela, no?

laugardagur, október 14, 2006

/pausa/



O noivo diz que quer este vigário (That Mitchell and Webb Look, nova comédia britânica que parece ser o sucessor de Little Britain).

fimmtudagur, október 12, 2006

capítulo iv - da escolha do local

Minha mãe parece ter me convencido que o tal bolo/champagne é a melhor coisa mesmo para alguém cujo orçamento é uma incógnita e a paciência é, sabidamente, pouca. Então agora parto para buscar o local da cerimônia. Pela internet, primeiro. E algumas descrições de ambiente, serviço ou filosofia já me dão medo:

O Renaissance São Paulo hotel está preparado para atender dois tipos de eventos: marcantes e inesquecíveis. São recepções, banquetes, reuniões, convenções, aniversários e festas de casamento em uma área de 2.700 m2, com uma completa estrutura de reconhecida excelência em serviços.

(u-hum)

Tem outro aí, cujo texto não consigo dar copy+paste, mas que louva a deus várias vezes. Só a localização na Vila Olímpia consegue ser mais repelente para mim do que pessoas que gostam de alardear a fé até no trabalho.

(medo)

föstudagur, október 06, 2006

capítulo iii - da sanidade mental

Esquizofrenia, histeria e episódios maníaco-depressivos. Um dia acho que quero todo o aparato (afinal de contas, e contrariando Elizabeth Taylor, é só uma vez na vida). No outro, não quero mais nada. Cansei. Não quero mais brincar. Duas passagens para Las Vegas, por favor. Mas aquele buffet de R$ 70 por cabeça é tão genial!

...

E dizem que daqui para frente fica pior ainda.

sunnudagur, október 01, 2006

capítulo ii - da avó amorosa

(ou de amor também se morre).

Minha avó tem quase 90 anos. Eu duvido que ela esperava me ver casar. Quer dizer, lá no fundinho, devia ainda restar esperança, mas nem eu, nem meus irmãos fizemos o tipo casadoiros. Nunca.

Então eu achava que aquela conversa de enxoval era uma lenda que eu ouvia na infância. Umas caixas pretas, com tampa dourada, que as véia turca sempre me mostravam no armário. Ali estariam contidos paninhos de todo uso para quando eu me casasse.

E não é que aquilo tudo é em parte verdade? No sábado ela trouxe dois jogos para solteiro ("é para visita") apesar de nem cama de solteiro eu ter ("dorme no sofá!"). Todos bordados, costurados ou decorados por uma tia-avó já falecida. Com um paninho do bom, que não se vê por aí (da loja do meu tio Nahim, também já falecido).

A boa velhinha também trouxe mais um jogo de toalhas que ela havia ganhado anos atrás, um pau de macarrão e panos de chão e de tirar pó.

Esses últimos eu achei um exagero. Mas minha avó é do tipo ansioso, que gosta de liqüidar tudo numa tacada só. Já queria saber quantos tupperwares eu queria! Socorro! Nesta altura do campeonato tápauér é a última coisa que me preocupa!!!

A questão agora é: como administrar a ansiedade de um avó casadoira? Sugestões?